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Vestido de noiva
O vestido branco com que todas as mães sonham, desde o nascimento de suas filhas, não era popular até a Era Vitoriana. As noivas do mundo antigo não associavam o branco com noivas ou com a pureza. Por séculos depois dos romanos, não havia vestidos de noivas; noivas mais ricas vestiam versões mais caprichadas de sua roupas do cotidiano, as pobres e da classe média vestiam seu melhor vestido, algumas vezes ornadas com guirlandas ou outros enfeites.
A primeira menção de um vestido branco de casamento foi de Anne da Bretanha, em 1499. Não houve nenhuma outra menção até 1530, quando a filha de Henrique VI, Margareth Tudor, casou-se com James IV, da Escócia. Ambos, noivo e noiva, vestiam um tecido branco de algodão e ornado com um veludo vermelho sangue. Em 1558, Maria, rainha dos escoceses usou o branco ao casar-se com o Delfim da França. Ela desafiou a tradição ao fazer isto, pois o branco era então usado pelas rainhas da França.
As cores mais populares para vestidos de ocasiões especiais (casamentos, coroações, apresentação ao Rei etc.) eram púrpura, vermelho sangue e azul. Estes ricos tons eram difíceis de se obter e as cores em si eram difíceis de se misturar. Somente as pessoas que tinham permissão específica podiam usá-las. Durante o reinado de Elizabeth I, a Púrpura Real somente podia ser usada por Sua Majestade, por decreto. Foi também neste tempo que o branco se tornou o símbolo de pureza, juventude e virgindade, e a escolha automática de muitas noivas, embora ainda não fosse tão comum quanto hoje.
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